
Esse é o primeiro texto que escrevo no iA Writer. Estou gostando. É um editor de textos minimalista para Mac e iPad.
Estava acostumado a usar o Vim para textos simples, e o OOwriter para textos com formatação. Agora, acho mais confortável usar algum app nativo do Mac para edição de textos. Gosto do bom e velho Vim, mas o “Focus mode” do iA Writer é muito bom.
Quando você está escrevendo no “Focus mode”, apenas a linha que está sendo editada aparece em destaque. É muito bom para focar a atenção apenas no que está sendo escrito.
Prefiro escrever aqui e depois colar no WordPress. Nenhum editor para navegadores, como as infames caixas de formulário, consegue ser tão bom e proporcionar uma experiência tão prazerosa.

Claro, a menos que leve o meu Mac por aí, não tenho essa facilidade no trabalho, ou fora de casa. Então, na maior parte das vezes, tenho de me sujeitar a usar um navegador e uma caixa de formulário. Mas quando estou em casa, tranquilo, prefiro escrever aqui. Consigo pensar melhor e organizar melhor as ideias.
Não posso levar o MacBook Air para o trabalho. Seria inútil. Não há uma rede sem fio lá, e o Air não tem porta Ethernet. Então, não serviria para muito mais que escrever. Para ler/responder emails, compartilhar textos, etc., eu preciso de uma conexão à internet.
Além disso, acho meio perigoso sair com o Mac por aí. Ele é meio chamativo, seja pela espessura, seja pelo alumínio, seja pela enorme maçã que acende na tampa quando o estou usando.
É um pouco contraditório comprar um notebook ultrafino e leve e deixá-lo sempre em casa. Mas é mais seguro. Tenho algum receio de ser assaltado e ter o azar de perder o computador.
Para levar para a rua tenho um netbook velho que me serve muito bem. Se for roubado não será uma perda tão grande e, por conseguinte, não sofrerei tanto.
Mas então, de que serve um notebook fino para usar em casa? Bom, isso é fácil de responder. Ele é muito bonito. Dá prazer usá-lo. Dá prazer olhar para ele. É como um iPod Shuffle. Uma obra de arte da engenharia. É um aparelho que renova a minha fé na humanidade. É o computador do amanhã, sendo usado hoje.
Como já comentei com um amigo, não posso ter a casa que gostaria (pelo menos não hoje), nem o carro que gostaria. Mas, certamente, posso ter o computador que gostaria. Uma peça feita por mãos humanas e que simplesmente funciona. Apenas isso. Sem complicações, sem perdas de tempo. Ele funciona e já é o bastante. Posso usá-lo dia e noite e não cansar.
Quem disse que beleza não é importante? É muito importante. Mas, trata-se de uma beleza diferente. Uma beleza limpa, que mezcla funcionalidade e desenho. Não é algo feito apenas para ser bonito, e por isso é tão belo. É tão belo porque funciona como deveria funcionar.
Nesse caso eu sou mais importante que a máquina. A máquina não fica no meu caminho. Ela me serve como ferramenta e nada mais. Não fica aparecendo sem necessidade. É difícil explicar isso para quem nunca usou ferramentas. Uma boa ferramenta some, desaparece. Faz o seu trabalho e pronto. Nada de ser a estrela do show. A estrela do show é o trabalho a ser feito.
Hoje, se alguém me perguntasse se vale a pena comprar um Mac, eu diria que vale sim, e muito. E por qual motivo? Porque um Mac não tenta ser algo mais que uma ferramenta. Ele simplesmente faz aquilo que tem de fazer, e não fica tentando aparecer.
Depois escrevo mais sobre isso.