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Arquivo do mês: fevereiro 2012

Mais sobre carros

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Já estou começando a mudar os meus conceitos. Talvez não seja uma idéia tão boa assim ter um carro velho.

De início eu estava firmemente decidido a ter um automóvel velho e ir aprendendo como consertá-lo e mantê-lo funcionando bem.

Porém, a falta de tempo até mesmo para procurar um carro para comprar está me fazendo mudar de ideia.

Já estou pensando em investir um pouco mais e comprar algo que funcione bem de primeira. Aprenderei o que puder a medida que seja necessário. É uma outra maneira de encarar a coisa.

É que estou ansioso demais para ter o meu veículo para esperar alguns meses mais.

Realmente estou ansioso.

Cena de V de Vingança – Máscara de Guy Fawkes do personagem V

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Carros

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Bom, consegui finalmente a CNH! Estou habilitado a dirigir carros. Agora, o próximo passo é comprar um carro.

Eu nunca gostei de carros. Nunca quis ter um, ou sequer dirigir um. Gostava de caronas, claro. E sempre que precisava, tomava um táxi.

Sempre achei carros uma fonte de incomodação. Nunca tive aquela febre juvenil de dirigir um carro, correr, etc. Nunca mesmo.

Mas, cheguei a uma fase da vida em que o conforto é importante. Estou velho, e preciso de um meio mais prático de locomoção. Infelizmente o transporte coletivo é uma bela droga. E táxis são caros para usar toda hora. Além de tudo isso, faltava-me a liberdade.

Sim, cheguei à conclusão que ter um transporte próprio proporciona uma liberdade proporcional ao esforço feito para proporcionar-se tal coisa, guardadas as proporções, é claro.

É muito legal poder ir ao lugar que se queira, na hora que se queira, sem precisar de outras pessoas. O carro é uma coisa bem prática, mesmo.

Buenas, estou procurando um coche para mí. Quero um carro barato, velho, e, se possível, bem conservado. Não quero começar com algo novo, ou mesmo zero quilômetro. Não senhor. Quero algo com alguma história. E quero ter problemas. Quero aprender tudo, todas as etapas. Levar no mecânico, aprender sobre isso. Ficar empenhado e experimentar a agonia de não poder usar a máquina no momento que queira.

Parece algo masoquista? Talvez. É que sempre tive computadores baratos. Os mais baratos possível. Comprados no Big, em várias prestações. Usei esse tipo de máquina por muitos anos. E aprendi muito com elas.

Meu primeiro PC só funcionava a metade do monitor. Havia uma tira vertical de chuviscos que comia uns 20% do monitor. O HD fazia um barulho terrível, e tinha pouca memória. E pouco a pouco fui comprando peças, trocando aqui, mudando ali. Isso me ensinou muito.

Como dar valor ao que é bom se não tive o que é ruim primeiro?

Boa pergunta…

Escrevendo no Mac

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Esse é o primeiro texto que escrevo no iA Writer. Estou gostando. É um editor de textos minimalista para Mac e iPad.

Estava acostumado a usar o Vim para textos simples, e o OOwriter para textos com formatação. Agora, acho mais confortável usar algum app nativo do Mac para edição de textos. Gosto do bom e velho Vim, mas o “Focus mode” do iA Writer é muito bom.

Quando você está escrevendo no “Focus mode”, apenas a linha que está sendo editada aparece em destaque. É muito bom para focar a atenção apenas no que está sendo escrito.

Prefiro escrever aqui e depois colar no WordPress. Nenhum editor para navegadores, como as infames caixas de formulário, consegue ser tão bom e proporcionar uma experiência tão prazerosa.

Claro, a menos que leve o meu Mac por aí, não tenho essa facilidade no trabalho, ou fora de casa. Então, na maior parte das vezes, tenho de me sujeitar a usar um navegador e uma caixa de formulário. Mas quando estou em casa, tranquilo, prefiro escrever aqui. Consigo pensar melhor e organizar melhor as ideias.

Não posso levar o MacBook Air para o trabalho. Seria inútil. Não há uma rede sem fio lá, e o Air não tem porta Ethernet. Então, não serviria para muito mais que escrever. Para ler/responder emails, compartilhar textos, etc., eu preciso de uma conexão à internet.

Além disso, acho meio perigoso sair com o Mac por aí. Ele é meio chamativo, seja pela espessura, seja pelo alumínio, seja pela enorme maçã que acende na tampa quando o estou usando.

É um pouco contraditório comprar um notebook ultrafino e leve e deixá-lo sempre em casa. Mas é mais seguro. Tenho algum receio de ser assaltado e ter o azar de perder o computador.

Para levar para a rua tenho um netbook velho que me serve muito bem. Se for roubado não será uma perda tão grande e, por conseguinte, não sofrerei tanto.

Mas então, de que serve um notebook fino para usar em casa? Bom, isso é fácil de responder. Ele é muito bonito. Dá prazer usá-lo. Dá prazer olhar para ele. É como um iPod Shuffle. Uma obra de arte da engenharia. É um aparelho que renova a minha fé na humanidade. É o computador do amanhã, sendo usado hoje.

Como já comentei com um amigo, não posso ter a casa que gostaria (pelo menos não hoje), nem o carro que gostaria. Mas, certamente, posso ter o computador que gostaria. Uma peça feita por mãos humanas e que simplesmente funciona. Apenas isso. Sem complicações, sem perdas de tempo. Ele funciona e já é o bastante. Posso usá-lo dia e noite e não cansar.

Quem disse que beleza não é importante? É muito importante. Mas, trata-se de uma beleza diferente. Uma beleza limpa, que mezcla funcionalidade e desenho. Não é algo feito apenas para ser bonito, e por isso é tão belo. É tão belo porque funciona como deveria funcionar.

Nesse caso eu sou mais importante que a máquina. A máquina não fica no meu caminho. Ela me serve como ferramenta e nada mais. Não fica aparecendo sem necessidade. É difícil explicar isso para quem nunca usou ferramentas. Uma boa ferramenta some, desaparece. Faz o seu trabalho e pronto. Nada de ser a estrela do show. A estrela do show é o trabalho a ser feito.

Hoje, se alguém me perguntasse se vale a pena comprar um Mac, eu diria que vale sim, e muito. E por qual motivo? Porque um Mac não tenta ser algo mais que uma ferramenta. Ele simplesmente faz aquilo que tem de fazer, e não fica tentando aparecer.

Depois escrevo mais sobre isso.