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e.e. cummings e o Monstro do Pântano

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eu agradeço a Deus por este dia maravilhoso;
pelos espíritos verdejantes das árvores e o sonho azul do céu;
e por tudo que é natural,
que é infinito, que é sim.

(eu, que morri, estou vivo outra vez,
e este é o aniversário do sol;
este é o aniversário da vida e do amor e das asas:
o acontecimento ilimitável da grande
alegria da terra)

e.e. cummings

 

 

Li esse poema pela primeira vez lá pelos meus 20 anos, em um gibi do Monstro do Pântano. Depois disso já li muita coisa do cummings. Tenho um livro dele, O Tigre de veludo, e ainda pretendo comprar mais. Esse tenho em papel e não pretendo me desfazer. Fazer o quê? Sou contraditório mesmo.

Triste é aquele ignorante que nunca leu gibis e sai falando que são uma bobagem. Muitos, mas muitos gibis mesmo, são superiores ao que a TV aberta passa hoje para as crianças.

Lobão 50 anos a mil e divagações sobre livros digitais

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Comprei esse livro pelo Kindle, direto da Amazon. A versão em português, para Kindle, custou $ 11,99. Outro dia estava $9,99 e eu perdi a oportunidade.

Primeiro, um comentário sobre o preço. É justo. Em torno de R$ 20,00. O mais barato que achei de papel sai por cerca de R$ 45,00 com a entrega. Então, é um valor justo pelo bem digital.

Poderia ter conseguido o livro de forma “alternativa” facilmente. Mas, prefiro pagar pela facilidade e pela confiabilidade de ter o livro exatamente como foi escrito. Livros piratas algumas vezes não correspondem ao original.

Mas, cuidado com a Amazon. Já vi livros para vender em português com péssimas traduções, com erros ridículos. Impossíveis de ler. Eu sempre uso o “Sample”, que é um pedaço do livro distribuído de forma gratuita para “degustação”. Assim você pode avaliar se o livro vale a pena ou não. E alguns não valem mesmo.

Já o livro do Lobão vale a pena, e muito. Gosto da prosa bem fluida, e estou gostando do modo que ele relaciona os fatos históricos com a sua vida.

Eu recomendo, é um bom livro.

Agora estou lendo a biografia do Jobs e a do Lobão, :-)

Não poderiam ser mais diferentes, embora sejam ambos transgressores.

Ah, o livro do Jobs eu comprei em papel e presenteei o meu irmão mais velho. Ora, eu paguei pelo livro, comprei em uma livraria. Então, me senti no direito de ter uma cópia digital alternativa. Até mesmo porque não achei cópia digital oficial em lugar nenhum. (Adendo, puxando pela memória eu achei a versão digital na Saraiva, mas achei o preço abusivo, era praticamente o preço da versão de papel) E não compro mais livros de papel. Espero não morder a língua, mas se depender de mim eu nunca mais quero ter livros de papel.

O Kindle, ou qualquer outro leitor digital, é o que há!

Tenho o software do Kindle no iPod Touch e no iPad. Desse modo posso ler no próprio Kindle (aparelho) e continuar a leitura tanto no iPod quanto no iPad do exato ponto onde parei no Kindle. Quem nunca experimentou isso não tem a mínima condição de julgar.

Acho cômico quando vejo alguém incensando o livro de papel, dizendo que gosta do cheiro, etc. Seria o mesmo que dizer que adoro velas, gosto do cheiro, e por isso não uso lâmpadas elétricas :-)

Os leitores eletrônicos vieram para ficar, não tem mais volta. Quem usa não larga nunca mais.

Meu Kindle é de 4GB. Tenho 85 livros em pouco mais de 100MB. Pelas minhas contas cabem uns 2500 livros nele. É mole? Quem tem 2500 livros em casa? Das pessoas que conheço, ninguém.

Agora imagine, você pode andar por aí com uma coleção completa em pouco mais de 200 gramas. Com uma bateria que carrega em 3 ou 4 horas e dura quase um mês. Pode ler na rua, à luz do Sol, sem nenhum problema. Se quiser pode ouvir música enquanto lê.

O livro do Lobão é um calhamaço de mais de 500 páginas. Imagine levá-lo por aí. É muito incômodo.

O livro não é o meio. O livro é a mensagem.

E o ECAD baixou a bola, por enquanto

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O post explica tudo: http://www.aleitora.com.br/2012/03/noticias-esclarecimentos-sobre-a-cobranca-do-ecad/

São uns filhos da boa mãe. Aliás, em termos de impostos e taxas, estamos bem servidos.

Outro dia o Santander me cobrou R$ 5,76 e não sei o motivo. Como não tenho tempo para ir até o banco, entrar em uma fila e tentar descobrir o motivo, fica por isso. Qualquer dia me irrito e passo a conta para o Banrisul, só para receber salário. Por telefone então, é uma perda de tempo. Já fui mal atendido várias vezes e não perco mais meu precioso tempo com isso.

Não tem nada a ver uma coisa com a outra. O assunto do ECAD não tem nada a ver com a minha reclamação sobre o Santander, eu sei. Mas não compensava criar outro post só pra comentar um aspecto comezinho da minha vida. Na minha cabeça bancos = ladrões. Te cobram até para respirar dentro da agência.

Finalmente o calor deu uma trégua

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Ainda bem, não aguentava mais. Peguei um resfriado por causa dos choques térmicos diários. O ônibus que uso todos os dias coloca o ar  condicionado no máximo e a sensação ao descer é de sair da geladeira para o forno. Acabou que peguei um resfriado, e é terrível ter resfriado no verão. O corpo fica dolorido e as pernas bambas. Mas já estou melhor. As dores quase passaram totalmente. Outra coisa irritante do ar condicionado do ônibus é que resseca a garganta. Basta ficar 10 minutos exposto e começa uma tosse chata, uma coceira na garganta. Males da vida moderna.

Mal posso esperar o outono. Já chega de calor, um friozinho será muito bem vindo.

Já não sei mais se bem vindo tem hífen, tampouco ar condicionado. Na dúvida não estou usando mais.

O Tigre

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Tigre, tigre, flamante fulgor
Nas florestas de denso negror,
Que olho imortal, que mão poderia
Te moldar a feroz simetria?

Em que altura ou abismo sem par
Ardeu o fogo do teu olhar?
Com quais asas sobe ele ao que clama?
Quais as mãos que seguram a chama?

Qual ombro poderia, ou qual arte,
Essas fibras do peito forjar-te?
E, ao pulsar desse teu coração,
Que pés horrendos, que horrenda mão?

Qual o martelo? Qual a corrente?
Que fornalha fundiu a tua mente?
Qual a bigorna? Os punhos são quais,
Que atenazam terrores mortais?

Quando os astros, inermes de espanto,
Salpicaram os céus com seu pranto,
Por acaso sorriu teu obreiro?
Quem te fez, fez também o Cordeiro?

Tigre, tigre, flamante fulgor
Nas florestas de denso negror,
Que olho imortal, que mão ousaria
Te moldar a feroz simetria?

William Blake

Poesia e Prosa selecionadas, página 55, tradução de Paulo Vizioli

e.e. cummings

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possa meu peito sempre abrir-se aos pássaros
pequenos segredos da vida a cada passo
cantem lá o que for é melhor que saber
e quem não os ouve já se pôs a envelhecer

possa minha mente vagar com fome
e sem medo e sedenta e conforme
e mesmo domingo que eu possa esmorecer
pois quem tudo acerta jovem já deixou de ser

e possa eu mesmo fazer nada utilmente
e amar-te a ti tão mais que veramente
pois tal tolo nunca houve que incapaz disto:
pôr todo o céu nas costas com um só riso

e.e cummings

O Tigre de Veludo, página 77

Tradução de Maurício Cardozo

e.e. cummings

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O mais desperdiçado de todos os dias é um dia sem risos.

 

e.e. cummings